Proposta apresentada pelo ministro Frederico de Siqueira Filho pretende dar mais visibilidade às políticas de conectividade e infraestrutura digital
06/08/2026
FOTO: Divulgação
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou nesta quarta-feira, 5, que o governo federal pretende ampliar o protagonismo da infraestrutura digital nas políticas públicas para a Amazônia e revelou que o Ministério das Comunicações (MCom) estuda mudar de nome e passar a se chamar Ministério das Comunicações e Infraestrutura Digital. A declaração foi feita durante a abertura do Amazon On, em Manaus (AM), evento voltado à conectividade e ao desenvolvimento sustentável da região.
Segundo o ministro, a mudança de nome busca refletir o papel estratégico da conectividade para o desenvolvimento econômico e social do país. “A nossa sugestão é que passe a ser Ministério das Comunicações e Infraestrutura Digital, para tocar essas políticas públicas e dar mais visibilidade ao que a gente vem fazendo”, resumiu.
Frederico afirmou que a expansão da infraestrutura digital na Amazônia não pode depender apenas da implantação de fibra óptica. Segundo ele, a estratégia precisa combinar diferentes tecnologias para superar as limitações logísticas da região. “A gente precisa pensar em soluções de satélites, pensar novos cabos, trazer uma grande engrenagem para que a gente possa ampliar e aumentar a capilaridade.”
Norte Conectado e serviços digitais
O ministro voltou a destacar o programa Norte Conectado, que utiliza cabos de fibra óptica instalados pelos leitos dos rios amazônicos para ampliar a conectividade em escolas, hospitais, órgãos públicos e comunidades isoladas. Para Frederico, a conectividade deve ser tratada como infraestrutura essencial para viabilizar serviços públicos digitais.
Como exemplo, citou a realização, no mês passado, da primeira telecirurgia robótica realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conectando um especialista de Barretos (SP) a um paciente localizado em Porto Velho (RO). “É através da infraestrutura digital que a gente vai aproximar os mais distantes e melhorar a qualidade dos serviços públicos para a nossa população”, disse.
O ministro afirmou ainda que as soluções para a Amazônia precisam considerar as características geográficas e culturais da região. “Essas condições exigem planejamento, inovação tecnológica e também conhecer a realidade cultural e as necessidades de cada território.”
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Repórter: Tele.Síntese