Pesquisa revela como os eleitores acompanharão a propaganda eleitoral gratuita

Rádio e televisão terão papel decisivo na escolha dos candidatos

26/08/2026


Fonte: Magnific

Em um ambiente de excesso de conteúdo, circulação de notícias falsas e uso crescente de inteligência artificial, a confiança passou a ser um dos ativos mais valiosos da comunicação. E, neste momento eleitoral, rádio e televisão reafirmam uma posição construída ao longo de décadas: são veículos de grande alcance, credibilidade e presença diária na vida da população.

No rádio e na televisão, a informação está vinculada a uma emissora conhecida, a profissionais identificados e a empresas que respondem editorial e legalmente pelo conteúdo transmitido. Essa relação de responsabilidade se torna ainda mais importante durante uma eleição, quando uma informação falsa, uma imagem manipulada ou um vídeo produzido por inteligência artificial pode interferir na percepção do eleitor.

A força da radiodifusão aparece em pesquisa nacional do BTG Pactual/Nexus, divulgada em agosto de 2026. Segundo o estudo, 68% dos eleitores brasileiros pretendem acompanhar a propaganda eleitoral gratuita no rádio ou na televisão.

Dentro desse grupo:

- 44% pretendem acompanhar pela televisão;

- 5% pretendem acompanhar exclusivamente pelo rádio;

- 19% afirmam que acompanharão pelos dois meios;

- 30% não pretendem acompanhar em nenhum deles.

Portanto, quando se consideram os que escolheram o rádio exclusivamente e os que pretendem utilizá-lo juntamente com a televisão, 24% dos brasileiros indicam que ouvirão a propaganda eleitoral pelo rádio. Já a televisão estará presente na rotina de 63%, somando o consumo exclusivo e combinado.

O levantamento ouviu 2.003 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 14 e 16 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03317/2026. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nexus.

TV aberta permanece no centro da cobertura eleitoral

Outra parte do levantamento mostra que a televisão aberta é o principal canal escolhido pelos brasileiros para acompanhar a cobertura das eleições presidenciais de 2026. Ao todo, 65% dizem que utilizarão esse meio para se informar sobre a disputa.

Os números demonstram que a televisão aberta continua sendo uma ferramenta de comunicação de massa capaz de alcançar, ao mesmo tempo, diferentes faixas de renda, escolaridade e idade. Em um país de dimensões continentais, esse alcance segue sendo decisivo para garantir que as propostas apresentadas pelos candidatos cheguem a uma parcela ampla da população.

O rádio, por sua vez, será utilizado por 38% dos brasileiros para acompanhar a cobertura das eleições, segundo a pesquisa BTG/Nexus. Na região Sul, o percentual chega a 50%. Entre os eleitores de 41 a 59 anos, alcança 43%.

A relevância do rádio não deve ser medida apenas pelo horário eleitoral em blocos. O veículo acompanha o eleitor ao longo de todo o dia: no carro, no trabalho, no comércio, em casa, no transporte e, cada vez mais, pelo celular e pelas plataformas digitais.

Além disso, o rádio possui uma característica estratégica: a proximidade regional. É na emissora local que o cidadão encontra informações sobre sua cidade, entrevistas com candidatos, prestação de serviços, cobertura dos problemas da comunidade e debates sobre temas que afetam diretamente sua vida.

Em muitos municípios, o locutor, o apresentador e o jornalista fazem parte da rotina da população há anos. Essa familiaridade cria um vínculo que não pode ser reproduzido simplesmente por uma publicação impulsionada em uma rede social.

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Preocupação com as fake news aumenta o valor do jornalismo profissional

O estudo BTG/Nexus também identificou que 62% dos brasileiros consideram alto o risco de as notícias falsas influenciarem ou ameaçarem o resultado da eleição presidencial. Desses, 37% classificam o risco como muito alto e 25% como alto.

Essa preocupação ajuda a explicar a importância dos veículos profissionais. Nas redes sociais, um conteúdo pode alcançar milhares de pessoas antes que sua veracidade seja confirmada. Publicações são compartilhadas fora de contexto, imagens podem ser alteradas e vozes podem ser reproduzidas artificialmente.

Rádio e televisão também estão sujeitos a erros e precisam manter permanentemente seus mecanismos de apuração. A diferença é que possuem responsáveis identificados, equipes profissionais, regras editoriais e obrigações legais. Durante o período eleitoral, as emissoras também seguem normas específicas e estão submetidas à fiscalização da Justiça Eleitoral.

A relevância eleitoral do rádio e da televisão também traz uma mensagem importante para anunciantes, agências e instituições. Em um período de grande atenção às notícias, o público procura veículos nos quais reconhece credibilidade e responsabilidade.

Quando uma marca anuncia em uma emissora confiável, ela não compra apenas espaço ou quantidade de impactos. Ela associa sua mensagem a um ambiente reconhecido pelo público e se beneficia da relação que o veículo construiu com sua audiência.

Essa combinação pode ser resumida em três elementos:

- Confiança: o público conhece a origem da informação e identifica quem responde por ela;

- Alcance: rádio e televisão chegam simultaneamente a grandes públicos e estão presentes em municípios de diferentes portes;

- Audiência: as emissoras fazem parte da rotina diária das pessoas, com conteúdos locais, prestação de serviço, jornalismo e entretenimento.

Credibilidade será decisiva em 2026

As eleições de 2026 serão disputadas não apenas pelo voto, mas também pela atenção e pela confiança do eleitor. Em meio à multiplicação de fontes, às fake news, às deepfakes e aos conteúdos artificiais, saber quem produziu uma informação e quem responde por ela será cada vez mais importante.

Os dados indicam que rádio e televisão permanecem no centro desse processo. A maioria dos brasileiros pretende acompanhar a propaganda eleitoral por esses meios, enquanto a preocupação com a desinformação aumenta a importância do jornalismo profissional.

Para o eleitor, os veículos funcionam como referências de informação e verificação. Para as candidaturas, são canais de apresentação de propostas com abrangência e regras definidas. Para as marcas, representam ambientes de credibilidade e conexão real com a audiência.

Confiança, alcance e audiência formam uma equação poderosa. E, no momento em que a credibilidade se torna um ativo cada vez mais raro, rádio e televisão mostram por que continuam indispensáveis para a democracia, para a sociedade e para o mercado publicitário.

Repórter: AMIRT

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