Regra entra em vigor em janeiro de 2027 e prevê verificação de idade, controle parental e multas para plataformas que descumprirem a legislação
26/10/2026
Fonte: Magnific
O Parlamento da Grécia aprovou nesta sexta-feira, 23, projeto de lei que proíbe o uso de redes sociais por menores de 15 anos. De fato, o governo grego havia sinalizado para esta proibição em abril deste ano, mas dependia da votação do congresso, o que acabou de acontecer agora. A medida entrará em vigor em 1º de janeiro do ano que vem e prevê que plataformas como TikTok, Instagram, Facebook e X adotem métodos confiáveis e proporcionais de verificação de idade.
A iniciativa ocorre em meio à crescente preocupação com os efeitos das plataformas sobre a saúde e a segurança de crianças e adolescentes. De fato, o governo grego afirma que a medida busca ajudar as famílias a combater a chamada “rolagem infinita”, prática de deslizar continuamente pelas telas, associada pelas autoridades à perda de sono, concentração e tempo de convivência com amigos.
O ministro da governança digital da Grécia, Dimitris Papastergiou, afirmou que as plataformas deverão ser capazes de restringir o acesso de usuários que não atendam ao requisito de idade. A implementação também prevê a participação dos pais. Assim, eles deverão instalar nos celulares dos filhos os aplicativos estatais Kids Wallet ou Gov.gr, que serão vinculados aos dispositivos para bloquear o acesso às redes sociais abrangidas pela proibição.
Segundo a Reuters, empresas que descumprirem a regra estarão sujeitas a sanções previstas na Lei de Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês) da União Europeia, que podem chegar a 6% do faturamento global. O governo, na verdade, já havia proibido o uso de celulares nas escolas e criado ferramentas de controle parental para limitar o tempo que os adolescentes passam diante das telas.
Austrália foi pioneira na restrição
Em dezembro de 2025, a Austrália tornou-se o primeiro país do mundo a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A legislação restringe o acesso a plataformas como Instagram, Facebook e YouTube, além do TikTok, e atribui às empresas a responsabilidade de impedir que menores dessa idade mantenham contas nos serviços abrangidos pela lei.
Repórter: Meio & Mensagem