Webinar ACAERT - Mudança na rotina durante a pandemia intensificou o significado da mídia para as pessoas

(24/07) Quanto maior é o consumo dos meios, mais os consumidores estão propensos a prestar atenção à publicidade.

Em um ambiente de mudança rápida de contexto, o comportamento das pessoas em relação ao consumo dos meios, produtos e sua relação com as marcas também se transformarem. Baseado neste contexto, quais são as oportunidades e como as marcas devem responder agora? Essa foi a questão central da Webinar ACAERT, transmitida nesta sexta-feira (24) sobre “As transformações do comportamento de consumo e o papel das marcas no futuro pós-covid”, com a gerente Comercial da Kantar Ibope Media, Tais Souza. O evento teve a mediação da vice-presidente Regional Oeste ACAERT, Neliege Pagnussat Souza.

Para a representante da Kantar, desde o início da pandemia, os comportamentos e hábitos de consumo foram profundamente impactados. Atividades outdoor, como frequentar bares, restaurantes, cinemas e shows foram retirados do nosso dia a dia, enquanto novas possibilidades tornaram-se uma opção de, ao menos, mantermos próximos os antigos hábitos. O consumo de bebidas alcoólicas migrou para dentro de casa, assim como cozinhar passou a ser uma atividade mais frequente. Como opção, os pedidos delivery e as compras online ganharam mais força, assim como um interesse ainda maior pelos noticiários da TV e do rádio, além de conteúdos via streaming, como podcasts e músicas. “Esse é um momento de experimentação, quando as pessoas estão experimentando coisas novas”, afirmou. “Cursos on line, receitas, pagamentos on line e contas digitais estão em alta”.

Audiência

Na busca por notícias sobre a pandemia e das orientações das autoridades, a audiência de TV apresentou aumento no tempo médio individual em todas as regiões do Brasil. Nas últimas semanas, observa-se uma estabilização, com patamares menores, mas ainda muito elevados. No rádio, segundo a Kantar Ibope, 81% das pessoas aumentaram seu consumo da mídia. E das pessoas que ficaram em casa, o índice foi de 88%. A pesquisa revela que os entrevistados ouvem rádio para ouvir música (52%), distrair (50%) e para se informar (43%). Taís destacou que o Sul foi a Região que mais cresceu o consumo de rádio durante a pandemia, o que significa 1h30 a mais em abril.  

De acordo a Kantar Ibope, aqueles que consumem mais meios são mais propensos a prestar atenção à publicidade (56% dos entrevistados). As marcas que não deixaram de investir em publicidade durante a pandemia tendem a sair da crise mais fortalecidas. Tais demonstrou que marcas que permanecem ativos na mídia durante a crise financeira de 2018 se recuperam nove vezes mais rápido.

Posicionamento das marcas

Consumidores acham que a vida e a economia precisam continuar. Alguns veem a propaganda como uma distração bem-vinda ou um lembrete agradável de tempos mais normais. Por isso, mesmo nesse momento tão delicado, o consumidor brasileiro diz querer ouvir o que as marcas estão fazendo e como podem contribuir para melhorar essa situação.

Quando questionados se as marcas devem ou não mencionar a pandemia, não existe um consenso. O que determina um bom resultado de um comercial é o seu conteúdo criativo, relevância da mensagem, propósito de marca etc. Por isso, para terem destaque nesse momento, as marcas devem ser autênticas, relevantes e terem um propósito. Esses atributos já eram importantes antes e ganharam ainda mais importância dado o momento pelo qual todos estamos vivenciando.

As marcas precisam entender essa nova realidade e precisam ‘ajustar’ seu ponto de vista dentro dela para poderem ser ouvidas. As pessoas esperam que as marcas ajudem se puderem, e comportem-se de forma responsável e ofereçam novos produtos/serviços relevantes para essas grandes mudanças. Por isso, posicionar-se faz toda a diferença.

Confira a íntegra da webinar:

 

Fonte: Assessoria de Imprensa ACAERT